terça-feira, 6 de maio de 2008

medo?

medo nao.
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ansiedade para que tudo passe mais rapido.
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segunda-feira, 5 de maio de 2008

ando a entrichirar-me em linhas inimigas,
soprar pó pelo nariz
e desatar o choro em ombros alheios.
devaneios só curam a saudade.
saudades so enchem o desespero.
e antes de um ciclo se voltar
endosso vozes para ouvir.
sobram ventos
ficam os sozinhos.
e antes de um circulo se completar
embolso jeitos de sorrir.
faltam vidas
sobram suspiros.

ando...

mas sem agachar nos buracos que me dá vida.

sábado, 3 de maio de 2008

suicidio de mefistofeles

"obtem-se o melhor prazer
nos piores desejos."
(Henry Duffour, romancista do sec.XII)
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morte na vida.
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Severino

esse nao finge,
mente bem para si mesmo.
nao ama, nao se satisfaz:
odeia a si mesmo;
refuta proprios desejos.
nao derrama lagrimas,
jorra outros sangues.
confunde-se ao explicar.
entende no se conter.
sobra no pouco que tem,
desfaz do que lhe falta.
produz o que copia,
imita propria produçao sentimental.

fala a verdade porque mente.
ama pois odeia.
sangra se chora.
explica no confuso.
desentende-se no descontido.
tem tao pouco que dá.
imita os que lhe copiam.

mais um Deus com defeito:
poeta feito
de um homem imperfeito.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Nasce uma flor no asfalto,
Asfalto, chão de onde foram tirados bruscamente seus ancestrais (ao fio do facão de aço).
Ela é feia, muito feia.

Feia e cansada,
estados oriundos da luta,
cansativa luta contra facões recém formados.
Mas ela é forte ,feia, cansada e forte

Ninguém desvia MAS...
Ela é forte ,feia e forte.
É uma camélia murcha que brigas por alvedrio ,liberdade
É uma flor ,nasceu no asfalto frio, novo chão, chão da cidade.